Jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.

Cláudio Abramo
 
QUEM SOMOS
Academia Paulista de Jornalismo
 

      A Academia Paulista de Jornalismo (APJ) foi constituída no dia 17 de outubro de 1977, tendo como patrono Hipólito José da Costa,  fundador do Correio Braziliense e patrono da imprensa brasileira.

 

      Com 40 cadeiras, os acadêmicos se reúnem mensalmente em almoços de confraternização para discutir assuntos factuais e, principalmente, contar experiências da atuação no jornalismo.

 

      Muitos acadêmicos estão na ativa, têm produção literária, atuação em ONGs e ações de cidadania. Esse networking permite aos membros manter a memória da imprensa paulista e sua importância na geração de conteúdo e na formação da opinião pública nacional.

 

      Rumo aos 45 anos de fundação, a Academia Paulista de Jornalismo está em fase de renovação, entrando na era digital para perpetuar o valor da imprensa paulista e sua contribuição para a imprensa brasileira, com o espírito republicano e a inquietação do jornalista por um Brasil mais justo e democrático.

FUNDAÇÃO

      Registrada no dia 31 de janeiro de 1978, pelo jornalista e deputado Israel Dias Novaes, a certidão do 1º Cartório de Registros de Títulos e Documentos informa que a sede da Academia Paulista de Jornalismo é na Rua Major Quedinho, 28, endereço histórico do jornalismo paulista.

 

      O Estadão ocupava do subsolo ao sétimo andar, a Rádio Eldorado um andar e meio. Em 1979, instalou-se o Diário Popular e depois Diário de S. Paulo. Hoje é um hotel. É considerado um dos símbolos da arquitetura modernista na cidade de São Paulo.

 
 
DOCUMENTO da fundação da APJ - 1.JPG
O PATRONO
Hipólito José da Costa
 

      Hipólito José da Costa é o patrono da Academia Paulista de Jornalismo, patrono da imprensa brasileira, fundador do Correio Braziliense – primeiro jornal do Brasil – e defensor da emancipação colonial.

      É patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras, foi escolhido por seu fundador, Sílvio Romero, que em 1897 honrava a academia como a figura do iniciador da imprensa brasileira.

O ofício de informar

     Hipólito José da Costa nasceu em Colônia do Sacramento, então domínio da Coroa portuguesa (hoje é Uruguai), filho de família abastada do Rio de Janeiro. Passou a sua adolescência em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Estudou em Porto Alegre e em Portugal, na Universidade de Coimbra, onde se formou em leis, filosofia e matemática (1798).

Recém-formado, foi enviado como diplomata pela Coroa portuguesa aos Estados Unidos e ao México. Na Filadélfia, entrou para a maçonaria.

 

Viajou a serviço da Coroa Portuguesa para Londres em 1802, com o objetivo declarado de adquirir obras para a Real Biblioteca e maquinário para a Imprensa Régia.

 

Ocultamente, entretanto, um de seus motivos eram também de estabelecer contatos entre as lojas maçônicas portuguesas e o Grande Oriente em Londres.

De Londres passou a editar regularmente aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário, que circulou de 1 de junho de 1808 a 1823 (29 volumes editados, no total).

Com esse veículo, passou a defender as ideias liberais, entre as quais as de emancipação colonial, dando ampla cobertura à Revolução liberal do Porto de 1820 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil.

Anônimo_-_Retrato_de_HIpólito_José_da_Co

Morreu em 1823, em Londres. Em Porto Alegre, foi homenageado com seu nome no Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Atualmente seus restos mortais estão nos Jardins do Museu da Imprensa Nacional.